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A Historia do Guarana

dados cientificos e lendas

historia do Guarana


O que vem a ser o guarana?

O nome botanico do Guarana, Paullinia cupana H.B.K. variedade sorbilis (Mart.) Ducke, originou-se da homenagem a C. F. Paullini, um botanico alemao que viveu no seculo dezoito.
O guarana ha muitas centenas de anos foi domesticado e cultivado pelos indios, os primeiros habitantes da Amazonia. Portanto a espceie nunca foi encontrada no estado silvestre. Acreditam os botanicos que mesmos aquelas plantas achadas em floresta densa, foram originadas de um cultivo indigena no passado.

Guarana eh um cipo lenhoso que, em area de floresta ou capoeira, cresce sobre as arvores atingindo ate 10 m de altura. Entretanto quando cultivado em areas abertas tem porte de arbusto em forma moita crescendo no maximo ate 2 ou 3 m de altura.

Seu cultivo data da epoca pre-colombiana, quando era praticado por diversas tribos indigenas, entre as quais Maues e Andiras, localizadas no "baixo Amazonas".

Possui folhas composta de cinco fololos, as flores surgem em panaculas amarelo-claro, nos meses mais secos do ano, com amadurecimento dos frutos dois ou tres meses depois.Os frutos quando maduros, apresentam a coloracao vermelha e em menores proporcoes, alaranjadas e amarelas, abrindo-se parcialmente, deixando a mostra as sementes. Quando maduro se abre parcialmente deixando aparecer 1 a 3 sementes castanha-escuras, com a metade inferior recoberta por um espesso arilo branco. Neste estagio deve ser feita a colheita dos frutos, para que as capsulas (casca) nao abradam-se totalmente, evitando-se, assim, a queda das sementes.

O guarana comercial eh produzido apenas das sementes, sendo as outras partes do fruto descartadas.

A colheita eh manual, retirando-se os frutos maduros (abertos) ou os cachos. Apos a colheita, os frutos devem ser amontoados num galpao por dois a tres dias, para uma leve fermentacao. Em seguida, sao despolpados, manualmente ou por meio de despolpadeiras, secados ao ar livre ou com auxilio de secador solar.

Os graos maiores so separados dos menores, utilizando-se peneiras, visando uniformizar a torracao. Esta, deve ser processada, em seguida, preferencialmente em fornos de barro submetidos a fogo brando por quatro a cinco horas ate atingir em torno de 9% de umidade. Temos, assim, o grao de guarana torrado, conhecido como guarana em rama.

Formas disponiveis
Guarana normalmente eh comercializado em 4 diferentes formas:

Guarana em rama
o garo torrado, a forma mais utilizada pelos agricultores amazonenses, para a venda cooperativas, industrias ou intermediarios.

Guarana em po
O g\ro torrado, ao ser moido, fornece o guarana em po. Esta forma pouco usada pelos agricultores, porem uma das mais correntes no comercio varejista.
Em forma de xaropes e essencias para refrigerantes, exclusiva de industrias de consideravel tecnologia e nivel de capitalizacao.
Propriedades terapeuticas
Em 1946 o mdico Othon Machado divulgou os seguintes resultados sobre as propriedades medicinais do guarana: antitermico, antineurlogico, antidiarrico, estimulante, analgesico e antigripal.
Estudos realizados em 1965 por Ritchei, mostram que a teofilina, a teobromina e a cafeina atuam sobre o sistema cardiovascular, o sistema nervoso central, musculos lisos, esqueletico e rins.
A Dra. Ana Aslan, geriatra internacionalmente reconhecida, quando de sua visita ao Brasil, em 1972, declarou ser o guarana "o geronvital brasileiro".
Scavone, Panizza e Cristodoulov, pesquisadores do Instituto de Botanica da USP, comprovaram que o guarana em po substitui com vantagem o Ginseng, que eh uma droga obtida das raizes da planta do mesmo nome, utilizada como estimulante psicomotor e afrodisiaco, importada a elevados custos da Coreia e Estados Unidos.

O po oriundo de sementes torradas e modas eh a forma mais disponivel no mercado e pode ser misturado a agua ou a sucos.

Na Europa, o guarana foi primeiro comercializado com uma planta medicinal Amazonica alternativa, e era (ainda permanece) vendido em lojas de produtos naturais.

Alguns atribuem-lhe o efeito afrodisiaco, entretanto ate o momento no existem evidencias cientificas que comprovem tal particularidade.

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Os Mitos de origem do guarana.
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O antropologo social Antony Henman, em seu livro "O GUARANA; sua cultura, propriedades, formas de preparacao e uso. So Paulo, Global, 1983. 77p." descreve:

A versao mais completa da historia mistica do guarana foi publicada em 1954 por Nunes Pereira, em seu livro "Os Indios Maues":

"Antigamente, contam, existiam tres irmaos: Ocumat, Icuam e Onhimuab.
Onhimuab era dona do Nooquem, um lugar encantado no qual ela havia plantado uma castanheira.
A jovem nao tinha marido; porem todos os animais da selva queria viver com ela.
Os irmaos, ao mesmo tempo, a queriam sempre em sua companhia, porque era ela quem conhecia todas as plantas com que preparava os remedios de que precisavam.
Uma cobrinha, conversando com outros animais, certa vez, disse que Onhimuab acabaria sendo sua esposa.
Foi entao espalhar pelo caminho por onde ela passava todos os dias um perfume que alegrava e seduzia.
Quando Onhimuab passou pelo caminho, aspirando o perfume disse:
- Que perfume agradavel!
A cobrinha, que estava proxima, disse a si mesma:
Eu nao dizia? Ela gosta de mim!
E, correndo, foi estirar-se mais adiante para esperar a moca.
Ao passar ao seu lado, tocou-a, levemente, numa das pernas.
E isto so bastou para que a moca ficasse prenhe, porque antigamente, uma mulher, para que isso acontecesse, bastava ser olhada por algum, homem, animal, ou arvore, que a desejasse como esposa.
Porem os irmaos de Onhimuab nao queriam que ela se casasse com gente, animal, ou arvore que tivesse filhos, porque era ela quem conhecia todas as plantas com que preparava os remedios de que precisavam.
Por isto, quando a moca apareceu prenhe, os irmaos ficaram furiosos. E falaram, falaram e falaram, dizendo que nao queriam ve-la com filho.
Chegou o dia do nascimento da crianca.
A moca, depois do parto, no barraco feito por ela mesma, lavou a crianca e tratou de cria-la.
Era um menino bonito e forte; e cresceu forte e bonito ate a idade de falar.
Logo que pode falar, o menino desejou comer as mesmas frutas de que os tios gostavam.
A moca contou ao filho que, antes de o sentir nas entranhas, plantara no Nooquem uma castanheira, para que ele comesse os frutos, mas que os irmaos, expulsando-a da companhia deles, se apoderaram de Nooquem e nao o deixaram comer castanhas.
Alm disso, os irmaos da moca tinham entregue o sitio guarda da Cotia, da Arara e do Piriquito.
O menino, porem, continuou a pedir a Onhimuab, que lhe desse a comer as mesmas frutas que os seus tios comiam.
Um dia entao, Onhimuab, a moca, resolveu levar o filho ao Nooquem para comer as castanhas.
Assim, indo a Cotia ao Nooquem, viu no chao, debaixo da castanheira, as cinzas de uma fogueira, onde haviam assado castanhas.
A Cotia correu e foi contar o que vira aos irmaos da moca.
Um deles disse que talvez a Cotia se enganasse, o outro disse que no podia ser verdade.
Discutiram.
E, afinal, resolveram mandar o Macaquinho-da-boca-roxa tomar conta da castanheira, a ver se aparecia gente por ali.
O menino que havia comido muitas castanhas e cada vez mais as cobiava, ja conhecendo o caminho do Nooquem, tornou a ir la no dia seguinte.
Ora, os guardas no Nooquem, que tinham ido adiante, com ordens de matar a quem ali encontrasse, viram o menino subir, as pressas, na castanheira.
E, estando proximos, bem proximos, ocultos por outras arvores, tudo observando, correram e foram espera-lo debaixo da castanheira, armados com uma cordinha para decepar a cabeca do comedor de castanhas.
Dando por falta do filho, a mulher ja se havia posto a caminho, para buscar, quando lhe ouviu os gritos.
Correu na direcao do filho, mas ja o encontrou decepado pelas maos dos guardas. Arrancando os cabelos, chorando e gritando sobre o cadaver do filho, a moca Onhimuab disse:
Esta bem, meu filho. Foram os seus tios que mandaram te matar. Eles pensavam que tu ficarias um coitadinho, mas nao ficaras.
Arrancou-lhe primeiro o olho esquerdo e plantou-o. A planta, porem, que nasceu desse olho nao prestava; era a do falso guarana.
Arrancou-lhe, depois, o olho direito e plantou-o. Desse olho nasceu o guarana verdadeiro.
E continuando a conversa com o filho, como se o sentisse vivo, foi anunciando:
Tu, meu filho, tu seras a maior fora da Natureza; tu faras o bem a todos os homens; tu seras grandes; tu livraras os homens de uma molestia e os curaras de outras.
Em seguida juntou todos os pedacos do corpo do filho. Mascou, mascou as folhas de uma planta magica, lavou com sua saliva e o suco dessa planta o cadaver do filho e o enterrou.
Cercou-lhe a sepultura com estacas e deixou um dos seus guardas de inteira confianca, vigiando-a.
Recomendou a esse guarda, que era o Caraxu, que a fosse avisar, assim que ouvisse qualquer barulho saido da sepultura, pois ela saberia quem era.
Passado alguns dias, o Caraxu, ouvindo barulho na sepultura, correu, e foi avisar Onhimuab.
A moca veio, abriu o buraco da sepultura e de dentro dela saiu o macaco Quat.
Onhimuab soprou sobre o macaco Quat e amaldicoou-o: andaria sem repouso pelos matos.
Fechou de novo a sepultura a lancou-lhe em cima o sumo das folhas da planta magica com que lavara o cadaver.
Dias depois o Caraxu foi avisa-la de que ouvira um barulho na sepultura do menino.
A moca veio, abriu a sepultura e dele saiu o cachorro-do-mato Caiarara.
Ela soprou sobre ele e o amaldiocou, para que ninguem o comesse.
Fechou de novo a sepultura e foi embora.
Dias depois o Caraxu foi avisar que ouvira barulho, de novo, dentro da sepultura.
Onhimuab foi ate la; abriu o buraco da sepultura e dele saiu o porco Queixada, levando os dentes que deveriam caber a todos os maus e a todos os homens.
Onhimuab expulsou tambem o porco Queixada.
(a proporcao que saia um bicho da sepultura do menino e era expulso, a planta do guarana ia crescendo, crescendo).
Passado alguns dias o Caraxu ouviu outro barulho na sepultura e foi avisar Onhimuab.
Ela veio de novo, abriu a sepultura e dali saiu uma crianca que foi o primeiro mau, origem da tribo.
Esse menino era o filho de Onhimuab, que ressuscitara.
Onhimuab agarrou-o, sentando-o nos joelhos. E pos-lhe um dente na boca, feito de terra.
(Por isso os maus, procedemos do cadaver e o nosso dente apodrece).
A mulher foi lavando tudo, tudo, devagarinho, os pes, a barriga, os bracos, o peito, a cabeca do menino com o sumo das folhas da planta magica, que mastigara.
Quando ela estava, entretida, fazendo isso com o filho, os seus irmos chegaram, de repente e a obrigaram a deixar de lavar-lhe o corpo.
(Este o motivo porque os maus nao mudam de pele, como a cobra)".

Segundo Henman, devido a uma estrutura narrativa fiel so formas do discurso e do raciocinio indigenas, sao de se estranhar que esta versao tem tido pouca ou nenhuma acolhida entre a populacao "civilizada" da regiao de Maues. Surgiu, ento, uma reinterpretacao do mito colocada em termos do folclore caboclo do baixo Amazonas, e caracterizada pela inclusao de espiritos como Jurupara (Diabo) e Tupi (Deus), que sao inexistentes na cosmologia Sater-Maw. Esta versao romantizada foi originalmente publicada por J.M. da Silva Coutinho ha mais de cem anos, em 1866:


"Na primitiva aldeia, havia um casal notavel pelas virtudes. Refugio dos infelizes, era a sua choupana como a fonte onde se ia buscar a consolacao.

De tao bons pais saiu um filho ainda melhor. Ja aos seis anos o menino fazia prodigios, que merecia a adoracao de todos. Chuvas abundantes vinham reverdecer as plantas, que definhavam, se ele implorava esse beneficio; como anjo de paz, fazia cessar as desavencas, e mantinha a uniao do povo; muitos doentes foram curados ao simples contacto da sua mao; uma aureola de felicidade sem fim parecia cerca-lo, transmitindo-se a todos que se aproximavam.

Tanta ventura porem causava inveja ao anjo mau (Jurupari), que protestou aniquilar o seu rival. Durante muito tempo a vigilancia do povo impediu que ele realizasse tao negro projeto; mas um dia, por fatalidade, o bom menino, sem ser visto, trepou em uma arvore para colher os frutos; Jurupari aproveitou a ocasiao, e transformando-se em cobra, lanca-se ao pescoco do menino, matando-o imediatamente.

Pouco tardou que nao fosse apercebida a falta, e prestes ocorreu a noticia, pondo a tribo em movimento. Freneticamente foram devassados todos os recantos, encontrando-se finalmente o corpo da crianca de olhos abertos e semblante tao sereno que parecia rir-se para quem o contemplava. Mas pouco durou a ilusao; dissipou-se o ultimo lampejo e a verdade foi como um raio que fulminou a tribo. A esperanca fugiu de todos os coracoes, e nem havia mais que esperar, morta a causa da felicidade geral. Era um castigo tremendo, que condenava o povo a eterna desventura.

Uma descarga eltreica veio suspender a lamentacao, e sucedeu-lhe profundo silencio. A mae do menino tomou a palavra e, assim falou aos indios estupefatos: Tupa, sempre bom, veio consolar-nos nesta grande aflicao, reparando a dor que acabamos de sofrer. Meu filho ressuscitara sob a forma de uma arvore, que ha de construir o nosso alimento e uniao curando-nos tambem todos os males do corpo. Mas preciso que seus olhos sejam plantados. Eu nao posso exercitar essa operacao; fazei-a vos, como ordena Tupa.

Tais palavras produziram grande impressao. Niguem se resolvia a arrancar os olhos do menino, sendo preciso recorrer-se a sorte, como decidiram os mais velhos.O lugar da plantacao foi regado com as lagrimas de todos, e ali de sentinela ficaram os maiorais da aldeia. No fim de alguns dias brotou o guaranazeiro


outras duas LENDAS DO GUARANA
O filho do Paje.
Certa vez, uma tribo indigena recebeu uma alegre noticia: um lindo menino tinha nascido. Ele era filho do paje e protegido de Tupa.
Um dia o menino brincava na floresta. Ele subiu em uma arvore para pegar frutos. O genio do mau se transformou em uma enorme serpente e assustou o menino que caiu da arvore e morreu.
Os indios enterraram o menino em uma cova bem funda.
Depois de algum tempo comecou a nascer uma planta diferente no lugar onde o menino estava enterrado. A planta cresceu e deu frutos. Do fruto dessa planta os indios prepararam uma bebida muito gostosa: o Guarana.

O amor de Cerecaranga.
Dizem que Jaci, a deusa da beleza, protegia Cerecaranga, uma india belissima que protegia as pessoas dando-lhes vida longa e formosura.
Mesmo sendo adorada pela sua tribo, Cerecaranga um belo dia apaixonou-se por um jovem de uma tribo inimiga e com ele fugiu. Houve uma grande perseguicao por parte dos guerreiros na tentativa de convence-la a voltar. Sabedora dessa perseguicao, como toda mulher apaixonada, Cerecaranga no hesitou: propos ao seu amado um pacto de morte, pois sabia que caso fossem alcanados ele seria trucidado pelos guerreiros de sua tribo.
Dito e feito, se mataram junto a um pe de Sapupema(palavra originaria do guarani sapu e do tupi pema Raizes que se desenvolvem com o tronco de outras arvores formando ao redor desse tronco divisoees achatadas).
Chegando os guerreiros e vendo-a morta, ficaram tristissimos e imploraram deusa Jaci, que, em hipotese alguma permitisse que o espirito de Cerecaranga o abandonasse.
Jaci, comovida, dos olhos da india morta fez nascer uma planta cujas sementes lembram perfeitamente, quando amadurecidas, um par de olhos negrissimos. Essa semente tomada em chas e infusoees ou trituradas dariam aos irmaos de Cerecaranga uma grande vitalidade, sendo alem de tudo um alimento energizante que os faria fortes em suas guerras e cacadas.
Essa arvore teria a beleza fisica da bela india e sua vida mais longa que a vivida por ela.



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fotos do guarana